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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Titãs Volume Dois Box DVD + CD Coleção Dose Dupla 2005 Luva

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Volume Dois foi lançado em 1998. Trata-se de uma sequência em estúdio do Acústico MTV, gravado e lançado no ano anterior (por isso o título Volume Dois), e conta com músicos da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Vendeu 1 milhão de cópias. Além de regravações de sucessos antigos, o álbum conta com um cover de Roberto Carlos, a faixa "É Preciso Saber Viver" e "Senhor Delegado/Eu Não Aguento", de Germano Mathias, com a participação especial do grupo Fat Family na mesma faixa, e mais seis canções inéditas: "Sua Impossível Chance", "Amanhã Não Se Sabe" (mais tarde regravada pela banda LS Jack), "Senhora e Senhor", "Caras Como Eu", "Era Uma Vez" e "Eu e Ela". São 16 faixas de estúdio. Nas apresentações finais da turnê do Acústico MTV, os Titãs já anunciavam que entrariam em estúdio para fazer mais um disco com versões acústicas de suas canções. Nas últimas apresentações da turnê a banda inclusive já tocava "É Preciso Saber Viver". Na época de lançamento do álbum, os membros Tony Bellotto e Paulo Miklos comentavam que a banda não queria se render ao eletrônico: "Somos uma banda de palco, gostamos de tocar. Não faz sentido, numa banda numerosa, ficar esperando a sequência de computador para então entrar com a guitarra. Isso aconteceu na época do Õ Blésq Blom (...) Acústico é a valorização das melodias, a 'coisa' eletrônica mais nos atrapalhou que ajudou". Sérgio Britto classificou o álbum como um "complemento" ao Acústico MTV, e não simplesmente um novo acústico, apontando também que as músicas ficaram mais leves, mas não necessariamente acústicas. As gravações do disco levaram 4 meses, um processo que Nando Reis mais tarde consideraria desgastante. A banda convidou novamente o produtor Liminha, visando repetir a qualidade de discos como Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (produzidos por ele), mas Nando considerou que o resultado final ficou aquém do esperado, citando que Liminha usou muito a então recente ferramenta do Pro Tools para praticamente refazer arranjos inteiros, chegando a regravar também alguns baixos seus, como em "Desordem". As gravações do álbum chegaram a ser pausadas momentaneamente quando a namorada do baterista Charles Gavin sofreu um sequestro. Também durante as gravações, Marcelo Fromer se ausentou por um mês para viajar à França e comentar a Copa do Mundo FIFA de 1998 para o canal SporTV. O sucesso "Sonífera Ilha" foi escolhido como abertura por ser "emblemática. Brega, tentado ser pop, inventiva", segundo Tony. Perguntado se a faixa "Caras Como Eu" era sobre sentir-se velho, o autor da mesma, Tony, respondeu: “Não, é natural, assim, depois de tanto tempo tocando com os Titãs, eu já tenho 38 anos e vários filhos. É natural que uma hora você comece a pensar nisso. Você vai ficando mais velho, já não tem 18 anos, e eu pensei muito, quando estava fazendo a música, nos Titãs. A gente está junto há 16 anos. Era diferente quando a gente começou, o tempo mudou, todos nós já somos diferentes, mas o espírito continua o mesmo. O amor que sentimos pelo nosso serviço continua o mesmo. A música fala um pouco sobre isso. Agora, é claro que o tempo vai passando, e você vai sentindo algumas mudanças, algumas limitações, e ao mesmo tempo, também, as novas descobertas, e tal. Mas a música fala um pouco sobre isso, de estar envelhecendo e perceber isso. ” Perguntado também se a faixa era uma despedida, ele respondeu: “ (...) Não é, de maneira alguma, uma despedida. Pelo contrário, pode ser até um disco ao contrário, como um recomeço, a gente exercitando a capacidade de compor, de criar música de uma maneira adequada ao que a gente está sentindo, ao momento, à idade. Não que você vá fazer uma música porque você é mais velho ou mais novo, mas é poder dizer o que você está querendo dizer. O que você está pensando sobre a vida, ter essa liberdade. A gente sempre se deu esse direito. Então, nesse sentido, ela afirma uma novidade como qualquer outra composição nossa. Acho que uma despedida não seria uma música. A nossa despedida provavelmente será silenciosa, não vai ser fazendo música. ” O CD foi apresentado à imprensa em uma coletiva realizada no restaurante Terraço Itália. Uma turnê de divulgação se sucedeu ao lançamento, com shows divididos em três blocos: um eletroacústico, um acústico, e um mais voltado para o rock, com sucessos antigos que não chegaram a ser aproveitados no disco. Em dezembro de 1998, o álbum já havia atingido a marca de 500 mil cópias vendidas. Repetindo o êxito de seu antecessor em 1997, foi eleito pelos leitores da Folha como o melhor disco e show de 1998. O DVD Titãs Volume Dois Ao Vivo registra os shows da banda realizados no Olympia, em São Paulo, nos dias 30 e 31 de outubro de 1998. O projeto traz 25 sucessos e canções do disco homônimo. Além do show, o DVD, que teve a supervisão de Charles Gavin e Branco Mello, traz entrevistas, vídeo clip e uma galeria de fotos com imagens de várias fases da banda.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

CD 1° Edição Original De Época Titãs Titanomaquia 1993 WEA

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1° EDIÇÃO ORIGINAL 1993

Titanomaquia é o sétimo álbum de estúdio dos Titãs, lançado em 10 de julho de 1993. Gravado entre 1992 e 1993, é o primeiro álbum da banda sem o vocalista e fundador Arnaldo Antunes, embora três faixas ainda tragam contribuições suas na escrita. É também o primeiro a ser produzido por Jack Endino.
Até dezembro de 1994, havia vendido 125 mil cópias no Brasil e 3,5 mil na Argentina.

"Será que É Isso Que Eu Necessito?" – 2:49
"Nem Sempre se Pode Ser Deus" – 2:20
"Disneylândia" – 2:46
"Hereditário" – 2:06
"Estados Alterados da Mente" - 3:42
"Agonizando" – 3:35
"De Olhos Fechados" – 2:11
"Fazer o Quê?" – 3:27
"A Verdadeira Mary Poppins" – 2:18
"Felizes são os Peixes" – 2:13
"Tempo pra Gastar" – 3:45
"Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia" – 3:08
"Taxidermia" – 3:37

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

LP Titãs Titanomaquia Edição Limitada 60 Mil Cópias Saco De Lixo Preto

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PARA COLECIONADORES - PROMOCIONAL

1° TIRAGEM

Este foi o primeiro trabalho a não contar com a participação de Arnaldo Antunes, que abandonou antes do início das gravações, para se dedicar a outros projetos que acabavam se comprometendo graças à extensa agenda dos Titãs. Ainda havia rumores na época, que insinuavam que a debandada do cantor, deu-se por divergências causadas pela adição cada vez mais constante de uma sonoridade pesada no som da banda.
A princípio, o nome do álbum seria A Volta Dos Mortos Vivos, título esse, que serviria como uma resposta à imprensa, que na época decretava a morte do rock brasileiro. Esse título acabou deixado de lado, quando a banda descobriu que existia um filme com o mesmo nome.
Titanomaquia é um período dentro da mitologia grega, que retrata a guerra entre os titãs e os deuses do olimpo, confronto este que definiria o domínio do universo.
Titanomaquia foi lançado no dia 10 de julho de 1993, sendo o primeiro trabalho dos Titãs a ganhar o formato de CD, o que era novidade para a época. As primeiras 60 mil cópias que chegavam as lojas, vinham embaladas em um saco de lixo preto, item que se tornou muito requisitado para os colecionadores de hoje em dia.
Só essas duas histórias do disco – a história do nome e do saco de lixo – foram um prato cheio pra parte da crítica, pretensiosa, cair matando e criar correlações das mais infames, como por exemplo: uma banda derrotada gravando mais um lixo.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Box Set 1994 WEA Edição Limitada Titãs 84 94 Livreto + 2CD's

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EDIÇÃO LIMITADA DA WEA COLLECTION DE 1994

Caixa de PVC rígido contendo 2 CDs coletâneas, 1 livreto com discografia, fotos, texto e 2 mini-pôsters nas páginas. "WEA Collection" gravado na frente da caixa.

Um
1-1 Sonifera Ilha
1-2 Toda Cor
1-3 Não Vou Me Adaptar
1-4 Família
1-5 Homem Primata
1-6 O Quê
1-7 Comida
1-8 Diversão
1-9 Go Back (Remix)
1-10 Marvin (Patches)
1-11 Introdução Por Mauro E Quitéria
1-12 Miséria
1-13 Flores
1-14 O Pulso
1-15 Deus E O Diabo
1-16 Vinheta Final Por Mauro E Quitéria
1-17 Clitóris
1-18 Não É Por Não Falar
1-19 Hereditário
1-20 Disneyládia

Dois
2-1 Babi Índio
2-2 Televisão
2-3 Autonomia
2-4 Cabeça De Dinossauro
2-5 Igreja
2-6 Polícia
2-7 Porrada
2-8 Tô Cansado
2-9 Bichos Escrotos
2-10 Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas
2-11 Lugar Nenhum
2-12 Desordem
2-13 Nome Aos Bois
2-14 Massacre
2-15 AA UU
2-16 32 Dentes
2-17 Sai De Mim
2-18 Obrigado
2-19 Será Que é Isso Que Eu Necessito?
2-20 Nem Sempre Pode Se Pode Ser Deus
2-21 A Verdadeira Mary Poppins

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

LP Titãs Titanomaquia Disco Original 1993 WEA

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Titanomaquia é o sétimo álbum do Titãs, lançado em 10 de julho de 1993. É o primeiro álbum da banda sem o vocalista e fundador Arnaldo Antunes, embora três faixas ainda tragam contribuições suas na escrita. É também o primeiro a ser produzido por Jack Endino.
Até dezembro de 1994, havia vendido 125 mil cópias no Brasil e 3,5 mil na Argentina.
Entre o disco anterior (Tudo ao Mesmo Tempo Agora) e este, o vocalista Arnaldo Antunes comunicou sua saída da banda, o que pegou os membros de surpresa. O vocalista e baixista Nando Reis diria mais tarde que essa separação acenderia nele mesmo algo que mais tarde se tornaria uma vontade de sair também. Segundo ele, o guitarrista Marcelo Fromer também manifestou essa vontade à época.
Nando diria também que foi neste disco que o seu "isolamento" dentro da banda ficou evidente, pois, segundo ele, nenhuma das suas sugestões era acatada; a banda insistiu para que ele se limitasse a dobrar os riffs de guitarra com o seu baixo (o que iria contra o "raciocínio musical" dele); e ele canta apenas uma das 13 faixas, enquanto que cada um dos outros três vocalistas cantou quatro.
O álbum foi concebido numa época em que parte da imprensa decretava o fim do rock brasileiro como se havia ouvido nos anos 80. Além disso, segundo Nando, os ensaios foram tensos e a agressividade do disco reflete isto.
Nando e uma reportagem da Folha de S.Paulo afirmam que quem sugeriu e convidou Jack Endino foi o baterista Charles Gavin, mas o próprio diz que a banda toda, após pesquisa, convergiu no americano. Ainda brigados com Liminha, partiram em busca de um nome estrangeiro e que condissesse com a sonoridade cada vez mais agressiva do então septeto (acreditavam que não havia nenhum nome brasileiro capaz de fazer o que eles queriam). Após pesquisarem discos da época, concordaram que Jack seria um nome interessante, tanto pela contribuição para grupos de rock pesado (Nirvana, Soundgarden, Screaming Trees e seu próprio grupo Skin Yard) quanto por ser um profissional ligado à cena independente e, portanto, mais acessível financeiramente. A gravadora recomendou que eles escolhessem um segundo nome, caso o primeiro não desse certo, e eles elegeram Butch Vig, o produtor que sucedeu Jack no Nirvana e assinou o legendário Nevermind.
Por meio da gravadora WEA, eles enviaram o disco Õ Blésq Blom a Jack. A princípio, ele não entendeu por que a banda achou que ele seria adequado para esse tipo de som, mas depois eles enviaram faixas mais recentes, e aí ele demonstrou interesse:
“Ficou claro que eles realmente queriam fazer rock 'n' roll com guitarras fortes, e o mais perto que haviam chegado desta ideia, até então, era com Cabeça Dinossauro. Fui ao Brasil e comecei a perceber exatamente o que eles pretendiam fazer, e o disco foi mais para um lado "hard rock". [...] Sei que dividiu os fãs dos Titãs, mas muitos deles, dez anos depois, ainda querem que os Titãs gravem outro álbum de "hard rock" como aquele. Tenho certeza, pois recebo muitos e-mails dos fãs.”
Ele também ouviu Cabeça Dinossauro e Tudo ao Mesmo Tempo Agora antes de começar seu trabalho. Ele ressaltou ainda a decisão da banda de ir de um rock mais leve para algo mais agressivo, indo na contramão do caminho tradicional de começar pesado e eventualmente abrandar o som. Segundo Nando, a iniciativa de direcionar ainda mais peso para o som do grupo era encabeçada pelo vocalista Branco Mello e pelo vocalista/tecladista Sérgio Britto. Este último afirmou em uma entrevista na época do lançamento que "o último disco foi apenas a ruptura que possibilitou a realização do Titanomaquia".
Na época de lançamento, o grupo rejeitou o rótulo de "grunge" e as comparações com Nirvana.
Sobre a ausência de Arnaldo, Jack comentou que o clima da banda não era tenso e que o grupo, por ter ainda sete integrantes, não estava preocupado com a saída do membro, embora demonstrassem muito carinho por ele. Jack ficou ao menos 44 dias capitaneando a criação do disco.
A banda chegou a gravar vocais em inglês para algumas faixas do álbum para um possível lançamento internacional. As versões são assinadas por Brian Butler, então colega da banda no Banguela Records. Nando, Sérgio e Charles afirmam que foram apenas algumas faixas, possivelmente as que foram originalmente cantadas por Sérgio ("Agonizando", "Fazer o Quê" e "Será que É Isso que Eu Necessito?"), mas uma reportagem da época publicada no Jornal do Brasil afirma que alguns integrantes embarcaram para a cerimônia do MTV Video Music Awards em Los Angeles com uma fita demo com 11 faixas (todas cantadas por Sérgio). Uma das que ficaram de fora foi "Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia", pois a banda traduziu as letras de forma literal somente até o limite do possível.
A fita seria entrega a Jack, que foi quem sugeriu as versões. O grupo admitiu, na época, uma intenção de se lançarem internacionalmente, mas sabiam que o caminho seria difícil. Com efeito, o próprio produtor os desestimulou posteriormente, alegando que nos Estados Unidos havia "100 bandas a cada esquina".
A capa, novamente assinada por Fernando Zarif, traz uma colagem de sete cores (representando os sete integrantes) e edição limitada vinha envolta por outra capa, como se o disco estivesse em um saco de lixo.
O primeiro título considerado para o álbum foi A Volta dos Mortos-Vivos, mas a banda não conseguiu pagar pelos direitos sobre o nome, já utilizado em um filme de 1985. Foi de Zarif a ideia de usar o termo "titanomaquia", a guerra entre os titãs e os deuses da mitologia grega. Segundo Nando, o termo é representativo das guerras que os Titãs viviam na época: a do grupo contra a imprensa e a dos seis outros integrantes contra ele.
Uma das faixas criadas para o disco, "Meu Aniversário", escrita por Nando, terminou vetada pela banda, mas seria lançada mais tarde no seu primeiro disco solo e também na coletânea de raridades E-collection.
Imitando um gesto realizado no disco anterior, o grupo assina como um todo todas as faixas, exceto "Disneylândia", "Hereditário" e "De Olhos Fechados", em que Arnaldo aparece como coautor. Para Nando, isso era uma "distorção", pois ele próprio oficialmente assinou todas as faixas, mas não escreveu (tampouco arranjou), de fato, nenhuma.
As duas primeira faixas do disco ("Será que É Isso Que Eu Necessito?" e "Nem Sempre se Pode Ser Deus") foram selecionadas para divulgarem o trabalho e receberem clipes (ambos dirigidos por Beto Brant e Ralph Strelow). O clipe da primeira foi premiado no MTV Video Music Awards.
"Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia", homônima a uma obra de Marquês de Sade, lista uma série de assassinatos "bizarros".
A faixa "Disneylândia", que segundo a banda fala sobre o acesso ao conhecimento mundial, foi usada como base para uma questão do ENEM de 2013, especificamente "Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné / Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul. / (...) / Crianças iraquianas fugidas da guerra / Não obtém visto no consulado americano do Egito / Para entrarem na Disneylândia", para que os examinados avaliassem as relações de consumo e produção no mundo. A faixa foi erroneamente creditada apenas a Arnaldo Antunes, quando na verdade ela foi coescrita por ele e toda a banda.
Titanomaquia saiu ao preço médio de Cr$ 1 milhão. Apesar dos custos com a capa especial, o produtor estrangeiro e a divulgação para a imprensa, a banda afirma que Titanomaquia custou três vezes mesmo que o Õ Blésq Blom.
A turnê do disco envolvia um palco com cenário assinado por Zarif e inspirado num trabalho do artista francês Francis Picabia para o pianista Erik Satie.
Uma das apresentações da banda durante a turnê, realizada no Olympia, foi gravada e depois exibida pela MTV num especial no dia 10 de dezembro de 1993.

"Será que É Isso Que Eu Necessito?" – 2:49
"Nem Sempre se Pode Ser Deus" – 2:20
"Disneylândia" – 2:46
"Hereditário" – 2:06
"Estados Alterados da Mente" - 3:42
"Agonizando" – 3:35
"De Olhos Fechados" – 2:11
"Fazer o Quê?" – 3:27
"A Verdadeira Mary Poppins" – 2:18
"Felizes são os Peixes" – 2:13
"Tempo pra Gastar" – 3:45
"Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia" – 3:08
"Taxidermia" – 3:37

sábado, 13 de julho de 2024

CD Duplo Titãs e-collection Sucessos / Remixes / Raridades / Ao Vivo

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Uma coletânea que faz justiça a esta banda que durante muito tempo foi o símbolo de criatividade no Rock Brasil. A Warner extrapolou o modelo de sua e-collection (que traz sempre um disco de sucessos e outro de raridades) com os Titãs, reunindo no volume duplo algumas músicas que não chegaram a ser hits, os hits em remixes raríssimos e uma série de gravações inéditas que certamente farão salivar os experts na obra titânica. As violentas (e boas) Cabeça Dinossauro, Estado Violência e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas são, teoricamente, os sucessos do disco. A pop Domingo comparece na versão single e Os Cegos do Castelo, em registro ao vivo na MTV, com público cantando junto - um bonito momento. Televisão vem na gravação ao vivo do Acústico MTV (1996) e Miséria, na do Volume 2 (1998), de estúdio - a empolgante versão, com épico arranjo de cordas de Eumir Deodato, é de longe a melhor faixa daquele irregular disco e mereceria lugar em qualquer coletânea dos Titãs que se preze. Ou seja, como esta, que foi compilada pelo baterista Charles Gavin.
No CD 1 ainda estão os remixes esquecidos dos Titãs, um achado. Lá está a primitiva (para os ouvidos de hoje) mas muito inteligente remontagem feita nos anos 80 por Marcello Mansur, o Memê, para a punk Polícia. Já O Quê, no remix de Iraí Campos e Tuta Aquino, traz improvisos de MC. Mas o melhor foi o que os Titãs e João Paulo fizeram com Clitóris, do disco Tudo ao Mesmo Tempo Agora (91) - a faixa ficou eletrônica e pesadíssima, na linha de bandas como Ministry.
No CD 2 vêm as raridades de fato - em sua maioria, versões demo de faixas que ficaram de fora dos discos. E é aí que o bicho pega - Gavin conta que a ideia era que elas recheassem uma abortada caixa dos Titãs. Meu Aniversário, de Nando Reis, era para ter entrado no disco mais heavy da banda, Titanomaquia (93) - só que era um tanto amena, apesar das guitarras do arranjo, e estranha para aquele CD. Acabou sendo regravada pelo baixista em seu primeiro disco solo, 12 de Janeiro (95). E recuamos um pouco na história: em 1989, enquanto alguns dos Titãs acertavam as suas partes nas gravações do disco Õ Blesq Blom, no estúdio Nas Nuvens, de Liminha, outros iam para o estúdio de baixo, o Nas Neblinas, e passavam o tempo gravando faixas a três ou mesmo dois. De lá, saíram parcerias Arnaldo Antunes-Sérgio Britto, como Estrelas (um meio David Bowie fase Space Oddity) e o funk Aqui É Legal. Paulo Miklos também fez um punhado de músicas com Arnaldo: Minha Namorada, Saber Sangrar, Porta Principal. É de se imaginar o quanto teriam rendido caso fossem gravadas com a banda.
Uma dessas demos de 1989 acabou se revelando uma das mais hilariantes coisas já gravadas pelos Titãs: a escrachada moda de viola Fazendinha (de Marcelo Frommer, Branco Mello e Arnaldo), uma das várias composições da fase brega da banda, que rendeu até uma faixa (Baby) para Odair José. Outra engraçadíssima faixa é a Marcha do Demo, da banda fantasma Vestidos de Espaço (projeto carnavalesco que arrolava ainda Jorge Mautner e Paula Toller, do Kid Abelha), lado B de um single que trouxe o grande e único sucesso do projeto de curtíssima duração: a infame Pipi Popô (infelizmente não incluída nessa e-collection). Algo mais? Pois o CD ainda traz um remix de Eu Não Vou Dizer Nada (Além do Que Estou Dizendo) e a inédita Pela Paz, cantadas por Paulo Miklos, que haviam entrado em uma edição especial do disco Domingo, em 1996. Por fim, ainda tem a ancestral Planeta Morto, do especial infantil da TV Globo A Era dos Haley, de 85. Uma titânica e altamente recompensadora audição espera quem for encarar esta coletânea, que dá uma perfeita ideia do que era aquela usina sonora de oito cabeças (sete, depois da saída de Arnaldo Antunes).

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Segundo LP Titãs Televisão Original 1985 Disco Vinil WEA

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Televisão é o segundo álbum de estúdio do Titãs. Foi produzido por Lulu Santos e lançado em junho de 1985 pela WEA. É o primeiro álbum da banda com o baterista Charles Gavin, que substituiu André Jung.
Televisão foi pensado para ser um disco que imita uma televisão, de modo que cada faixa representasse um canal. Em outras palavras, a ideia era que as faixas mudassem de um gênero para outro da mesma forma que diferentes tipos de programas podem ser assistidos ao se mudar o canal do televisor. A foto de capa não foi editada para parecer uma televisão; a banda foi efetivamente filmada por uma câmera que transmitia a imagem para um aparelho televisor e uma foto da tela foi tirada.
Foi o primeiro álbum do grupo produzido por Lulu Santos, que foi escolhido pela banda para garantir um som diferente das outras bandas brasileiras de rock da época.
Perguntados em 1998 sobre o destino da personagem Dona Nenê, da faixa homônima, a banda respondeu que "é um mistério até hoje" e que "ninguém sabe onde ela está". Durante uma apresentação da faixa "Massacre" num programa de Marília Gabriela, o político Jânio Quadros protestou dizendo que "aquilo não era música" e que era "uma porcaria".
O álbum vendeu 25 mil cópias (o que foi considerado um "relativo fracasso" pela banda) e foi elogiado pelos críticos que aprovaram seu foco incondicional, sua agressividade bruta misturada com elementos sentimentais e bregas e seus grooves pop e contemporâneos. Em um artigo escrito em 2006, o vocalista e tecladista Sérgio Britto comentou que faixas como "Televisão", "Massacre", "Pavimentação" e "Autonomia" apontavam para o direcionamento musical que a banda adotaria em seu álbum seguinte, Cabeça Dinossauro.

1. "Televisão" Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Tony Bellotto Arnaldo Antunes 3:40
2. "Insensível" Sérgio Britto Sérgio Britto 4:25
3. "Pavimentação" Paulo Miklos, Arnaldo Antunes Paulo Miklos 2:25
4. "Dona Nenê" Branco Mello, Ciro Pessoa Branco Mello 3:35
5. "Pra Dizer Adeus" Tony Bellotto, Nando Reis Nando Reis 5:00
6. "Não Vou Me Adaptar" Arnaldo Antunes Arnaldo Antunes 2:45
7. "Tudo Vai Passar" Sérgio Britto, Marcelo Fromer Sérgio Britto 3:40
8. "Sonho com Você" Branco Mello, Sérgio Britto, Ciro Pessoa Branco Mello 3:05
9. "O Homem Cinza" Nando Reis Nando Reis 3:40
10. "Autonomia" Paulo Miklos, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer Paulo Miklos 2:55
11. "Massacre" Sérgio Britto, Marcelo Fromer Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto

sábado, 6 de julho de 2024

LP Titãs Go Back Ao Vivo Original Vinil 1988 Com Encarte

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COM ENCARTE

Go Back é o primeiro álbum ao vivo do Titãs, gravado em show no dia 8 de julho de 1988 no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça e lançado em 14 de outubro do mesmo ano.
O disco foi visto pela banda como o encerramento de um ciclo. Rendeu dois singles: "Go Back" e "Marvin".
O show da banda foi a primeira apresentação deles no exterior. Os ensaios foram realizados num estúdio em Londres, onde o guitarrista Tony Bellotto encontrou Jimmy Page (guitarrista do Led Zeppelin) e pediu que ele autografasse sua Gibson Les Paul com uma chave de fenda, para que o escrito nunca mais saísse.
A preparação da apresentação foi conturbada; membros comentaram depois que não receberam auxílio da gravadora, tampouco da produção do festival para carregar os equipamentos, deslocar-se pela Europa, alugar estúdios e ensaiar. Fizeram a passagem de som com atraso e tiveram apenas 15 minutos. A guitarra de Liminha, contratado como terceiro guitarrista, não soava pelos amplificadores e ele teve de tocar suas partes depois, em estúdio, para que elas soassem no disco. Segundo o baixista e vocalista Nando Reis, alguns outros overdubs foram feitos.
Sobre o público, a banda declarou que foram recebidos com certo estranhamento, inicialmente, mas o público (estimado em 2 mil pessoas) foi crescendo e se empolgando mais conforme o show progrediu.
Havia uma expectativa de que a ida à Suíça fosse o pontapé de uma tentativa de promover a banda internacionalmente, mas os próprios membros desmentiam essa intenção, alegando que buscar uma carreira fora do Brasil exigiria um planejamento a longo prazo.
O repertório da participação deles no festival envolveu faixas então pouco conhecidas dos dois primeiros discos deles, como "Marvin" (Titãs) e "Pavimentação" (Televisão), e canções mais famosas dos dois lançamentos seguintes, como "Polícia" (Cabeça Dinossauro) e "Diversão" (Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas).
Das 15 faixas tocadas no show, 13 foram aproveitadas no disco, uma vez que ele não comportaria todas.
Go Back foi mixado no estúdio Swanyard, em Londres, com presença dos integrantes e também no Record Plant em Los Angeles e no Nas Nuvens, no Rio de Janeiro. A mixagem foi encerrada no dia 12 de julho de 1988. As gravações, digitais, ocorreram em 24 canais.
Após a mixagem, foram a Lisboa para uma turnê local, abrindo shows para os Xutos & Pontapés.
Para a divulgação na imprensa, a banda preparou um caderno com fotos e entrevistas realizadas pelo então presidente da WEA, André Midani. A capa e a contracapa do disco trazem fotos dos oito integrantes quando crianças. Na capa, começando pela foto superior esquerda e seguindo no sentido horário, podem ser vistos Nando, o tecladista e vocalista Sérgio Britto, o então vocalista e saxofonista Paulo Miklos e Tony. Na contracapa, seguindo as mesmas direções, estão o guitarrista Marcelo Fromer, os vocalistas Branco Melo e Arnaldo Antunes e o baterista Charles Gavin. O encarte traz fotos então atuais deles passeando pela Europa.
Apesar do disco ter saído após a promulgação da Constituição de 1988, que extinguia a censura, as cópias ainda vieram com um aviso dando conta da proibição da reprodução da faixa "Bichos Escrotos".
Entre outubro e novembro de 1988, realizaram uma turnê para promover o disco e planejavam retornar a Los Angeles para gravar o então próximo disco. Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o álbum vendeu 320 mil cópias.

1. "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" Marcelo Fromer, Nando Reis Nando 2:32
2. "Nome aos Bois" Arnaldo Antunes, Marcelo, Nando, Tony Bellotto Nando 1:47
3. "Bichos Escrotos" Arnaldo, Nando, Sérgio Britto Paulo Miklos 3:18
4. "Pavimentação" Arnaldo, Paulo Miklos Paulo 3:33
5. "Diversão" Nando, Sérgio Paulo 5:03
6. "Marvin (Patches)" R. Dunbar, G. N. Johnson / Versão de Nando e Sérgio Nando 4:21
7. "AA UU" Marcelo, Sérgio Sérgio 2:36
8. "Go Back" Sérgio, Torquato Neto Sérgio 3:40
9. "Polícia" Tony Sérgio 2:17
10. "Cabeça Dinossauro" Arnaldo, Branco, Paulo Branco 2:25
11. "Massacre" Marcelo, Sérgio Branco 1:58
12. "Não Vou Me Adaptar" Arnaldo Arnaldo 3:20
13. "Lugar Nenhum" Arnaldo, Charles Gavin, Marcelo, Sérgio, Tony
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