CLIQUE AQUI PARA O PRODUTO
Alívio Imediato é o primeiro álbum ao vivo do Engenheiros do Hawaii. O disco foi gravado ao vivo nos dias 7, 8 e 9 de julho, no Canecão, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês nos estúdios BMG, localizados na mesma cidade. O álbum seria lançado em outubro de 1989, pela gravadora BMG, através do selo RCA-Victor. Com boa distribuição e divulgação pela gravadora, além da turnê nacional e internacional da banda - a Alívio & Mídia Tour, o disco venderia muito bem, atingindo mais de 150 mil cópias no ano de seu lançamento e rendendo mais um disco de ouro para o grupo gaúcho. O álbum é o primeiro disco ao vivo da banda, tendo ficado marcado por mostrar uma grande afinidade entre o grupo e o seu público, o que aparece bastante graças às técnicas de captação utilizadas na produção. Também, o disco marca nas canções gravadas em estúdio a continuidade da evolução da sonoridade da banda em direção a um maior uso de instrumentos eletrônicos, como teclados e sintetizadores, o que atingiria patamares inéditos em sua discografia nos álbuns de estúdio seguintes. Após o lançamento de seu último disco, Gessinger e Licks compram instrumentos Steinberger - marca americana famosa por construir instrumentos sem cabeça ou mão e com microafinação - e o baixista compra, também, um amplificador da marca Mesa Boogie, que o guitarrista já utilizava, emparelhando a aparência do grupo no palco. Além disso, o grupo muda de empresário, passando a ser representados pela Showbrás, o que profissionaliza as apresentações da banda. A turnê que se segue no primeiro semestre de 1989 - Variações Sobre A Mesma Tour - é um sucesso de público e crítica, lotando ginásios por onde passa. Com isto, a banda decide gravar um disco ao vivo para tentar registrar a energia do grupo no palco, inspirando-se na banda canadense Rush que gravava um álbum ao vivo a cada três de estúdio. Após decidirem lançar um disco ao vivo, ficou decidido pela banda em conjunto com a gravadora que ele seria produzido por Marcelo Sussekind, ex-guitarrista da banda Herva Doce, com alguma experiência em situações como aquela. Marcelo passou a acompanhar a banda em alguns shows da turnê do disco anterior para poder planejar melhor a produção. Com isto, chegou à conclusão de que o ponto forte das apresentações da banda era a sua interação com o público e a participação deste nas músicas. Assim, decidiu montar uma grande estrutura no Canecão - palco escolhido para a gravação - com um complexo e caro sistema quadrifônico para captar as manifestações do público. Ainda, havia ficado decidido que, apesar de ser um álbum ao vivo, a banda registraria duas canções em estúdio para que o disco contasse com material novo. Assim, entram no mesmo mês de julho nos estúdios da BMG no Rio para gravar as duas canções que a banda escolheu (ficando "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir" e "Anoiteceu Em Porto Alegre" para o disco seguinte), ficando a mixagem para o mês seguinte a cargo do produtor. O álbum abre com "Nau à Deriva", a primeira das canções de estúdio gravadas para o álbum. Ela inicia com uma sequência de notas feitas em um teclado, mas que são tocadas através de uma programação realizada em um sequenciador. Também, há teclados com sons de órgão e metais. Em seguida, vem a segunda música de estúdio, "Alívio Imediato". Após a introdução, esta canção conta com um arranjo de cordas feito em um teclado e que é mais perceptível no refrão. Augusto gravou duas guitarras nas partes cantadas: uma fazendo base normalmente e outra utilizando-se da técnica de slide. No final, Augusto aciona um pedal de wah-wah Dunlop Cry Baby enquanto o produtor Marcelo Sussekind faz um solo com a sua guitarra Gibson Les Paul. Ao final, Augusto sola utilizando-se de um pedal pitch shifter da Digitech para soar semelhante ao guitarrista da banda inglesa Queen, Brian May. Estas canções mostram a direção em que a sonoridade da banda caminhava: para a utilização de mais instrumentos eletrônicos. Então, a terceira faixa abre o show com "A Revolta dos Dândis I", que traz Augusto tocando o seu violão Guild Songbird. No meio da música, ele troca para o teclado Yamaha DX11, trazendo um clima de blues para a canção. Na sequência, a segunda parte desta canção também traz um teclado com um patch que simula o som de um sintetizador minimoog. O primeiro lado fecha com "Infinita Highway", em uma versão mais rápida e rock - com distorção - e considerada definitiva por muitos fãs da banda. Abrindo o lado B, vêm um pequeno trecho de "A Verdade A Ver Navios" - com Augusto no teclado - que apenas serve como uma espécie de introdução para "Toda Forma De Poder", em uma versão mais rápida e rock também. Em seguida, vem a parte mais intimista do show com Humberto e Augusto executando "Terra De Gigantes" e "Somos Quem Podemos Ser", nas quais ambos tocam guitarra, com Augusto utilizando o efeito Roland GR-300, que sintetiza o som da guitarra para torná-lo próximo ao de um teclado. Na sequência, "Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém", em arranjo muito próximo ao do disco, mas com uma boa participação da plateia. Fechando o disco, "Longe Demais Das Capitais" traz Licks fazendo backing e solando em uma parte blues inserida no final da música, quando termina com um solo executado apenas com a mão esquerda. Nas versões em K7 - e nos relançamentos, seguia-se "Tribos E Tribunais" com a edição alterando a manifestação da plateia para fazer parecer se tratar de um bis, em um arranjo bem rock e com Humberto modificando a letra no terceiro verso.
Verita's Sound And Vision, venda online de CD's, Blu Ray's, UMD's e DVD's musicais nacionais e importados, novos e usados, para colecionadores. Trabalhamos com quadrinhos, filmes, discos de vinil, action figures, brinquedos, compactos, VHS, fitas cassete (K7), games, livros, álbuns de figurinhas, picture discs, box sets, merchandising oficial, singles, edições limitadas e materiais fora de catálogo e raros. Anúncios dos produtos no Mercado Livre e Shopee!
Procure Seu Produto
Mostrando postagens com marcador Engenheiros Do Hawaii. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Engenheiros Do Hawaii. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
1° LP Engenheiros Do Hawaii Longe Demais Das Capitais 1986
CLIQUE AQUI PARA O PRODUTO
Longe Demais Das Capitais é o álbum de estreia da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii. O álbum foi gravado nos estúdios da RCA, em São Paulo, em 4 semanas nos meses de maio e junho de 1986, tendo sido lançado no dia 13 de outubro do mesmo ano. Com sonoridade influenciada principalmente pelo ska e pelo reggae, difere bastante do caminho que a banda seguiria a partir do disco seguinte. Ainda, é o único disco gravado pela formação original da banda, já que Marcelo Pitz decidiria deixar o grupo em maio de 1987, sendo substituído pelo guitarrista Augusto Licks, com Humberto Gessinger assumindo o baixo. O disco foi muito bem divulgado pela gravadora, contando com o lançamento de 1 single ("Toda Forma De Poder"), com 2 músicas suas em trilhas sonoras de novelas, com 2 videoclipes gravados e com diversas participações da banda em programas de TV da época, além de uma extensa turnê nacional para promovê-lo, a Toda Forma De Tour. Desse modo, o álbum alcançou vendagens muito boas em seu primeiro ano, de mais de 130 mil unidades, rendendo o primeiro disco de ouro do grupo. O grupo havia sido formado no final de 1984 para tocar em uma festa do diretório acadêmico da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, que aconteceu em 11 de janeiro de 1985. Entretanto, o sucesso foi tão grande que a banda acabou recebendo outros convites para tocar em diversos lugares da capital gaúcha. Inicialmente um quarteto, a formação que gravaria o disco foi estabilizada com a saída de Carlos Stein, que depois montaria o Nenhum De Nós. Além de realizar diversos shows, a banda grava algumas demos e consegue emplacar 3 canções na programação da rádio Ipanema FM: "Spravo", "Segurança" e "Sopa de Letrinhas". Com o barulho criado com as canções na rádio e os shows, são convidados para tocarem no festival Rock Unificado, em 11 de setembro de 1985. Este festival é muito importante para a nacionalização do rock gaúcho, já que um olheiro da gravadora RCA estava presente e assina contratos com 4 bandas que lá tocaram (Os Replicantes, Garotos da Rua, TNT e os próprios Engenheiros) - mais o DeFalla, que não participou do festival - para gravarem uma coletânea e álbuns de estúdio pela gravadora. Com o lançamento deste disco, em janeiro de 1986, a banda começa a excursionar ainda mais, fazendo os primeiros shows fora do estado. Ainda, participam dos primeiros programas de TV nacionais e recebem cobertura da imprensa fluminense e paulista, com resenhas de shows e entrevistas. As gravações começaram em meados de maio, nos estúdios da RCA, em São Paulo, e estenderam-se por quatro semanas. Reinaldo Barriga, que havia produzido as canções do grupo que entraram na coletânea Rock Grande do Sul, foi escalado para ser produtor do álbum de estreia da banda também. As gravações transcorreram tranquilamente, com apenas uma música que havia sido gravada na demo para o disco, em 26 de setembro de 1985, ficando de fora do álbum final: "Spravo". Embora a música tivesse tido boa execução as rádios de Porto Alegre, o grupo considerou que ela era demasiadamente ligada à capital gaúcha, com diversas referências a lugares daquela cidade (como os colégios Anchieta e Aplicação), e que isto tornaria a canção hermética para o público nacional. O disco abre com "Toda Forma De Poder", maior sucesso do lançamento. A canção é um típico rock da década e conta com a participação de Nei Lisboa nos vocais, mostrando uma das características da banda e do disco: a junção de opostos com a harmonização de influências contrapostas. Assim, a banda fazia uma homenagem à MPG e ao regionalismo, ao mesmo tempo em que faziam uma sonoridade moderna. "Segurança" havia aparecido na coletânea Rock Grande do Sul e tinha tocado nas rádios com uma roupagem diferente, usando acordeão na introdução. Aqui, a banda substituiu o acordeão por um saxofone, que é tocado por Manito em mais uma junção de opostos e que vai na contramão do que o rock nacional fazia: trazer para tocar no disco alguém associado à Jovem Guarda. Ao mesmo tempo, a música traz percussão em uma referência à música latina. Na sequência, vem "Eu Ligo Pra Você" que aparecia na demo gravada para o disco creditada como "É Preciso TV". "Nossas Vidas" é a primeira canção que traz a influência do reggae e do ska, apesar da letra ser muito mais pesada do que o arranjo, trazendo referências existencialistas - com menções ao suicídio, por exemplo. "Fé Nenhuma" conta com um efeito talkbox na guitarra e era uma das canções que o produtor Reinaldo Barriga apostava para fazer sucesso. "Beijos Pra Torcida" foi uma canção rápida gravada pela banda sem a presença do produtor e que contém diversas referências à Guerra Fria. O lado B começa com "Todo Mundo É Uma Ilha", outra canção na qual o produtor apostava - o que também explica o lugar que ela ocupa no disco. Esta canção seria regravada no show que deu origem ao disco Filmes De Guerra, Canções De Amor, em 1993, embora não tenha entrado no álbum. Na sequência, a canção-título inicia com uma levada de milonga, construída por guitarra, baixo e bateria, em mais uma referência ao regionalismo. Entretanto, a música em si é um ska também o que mostra a dualidade tradicional/moderno que permeia todo o disco. Ao mesmo tempo, a canção sugere o estranhamento que é tocar rock e morar longe dos grandes centros urbanos do país. "Sweet Begonia" é mais uma influência do reggae e do ska no disco. "Crônica" também foi regravada com outro arranjo para o disco semiacústico de 1993, entrando no álbum. O disco encerra com "Sopa De Letrinhas", a única parceria entre Gessinger e Pitz. É mais uma canção com referências a Os Paralamas do Sucesso e ao The Police, com seu ska acelerado. Entretanto, a letra da música é mais um dos momentos existencialistas do disco. A capa do álbum é uma tentativa de se afastar do que a corrente dominante do rock nacional dos anos 1980 propunha: capas com temas urbanos e que traziam "paredes pichadas e latas de lixo em becos escuros". As fotografias foram feitas em um sítio em Gravataí, cidade próxima de Porto Alegre. Na imagem, a cidade é visível ao fundo, o que remete à mistura de influências tradicionais e urbanas que permeia todo o disco. A foto original é em preto e branco, mas a gravadora optou por colorizá-la artificialmente, o que apenas aumentou o estranhamento, já que a colorização remetia, ao mesmo tempo, ao colorido do new wave e às fotos antigas colorizadas artificialmente ou desenhadas no interior do Brasil. A partir do relançamento em CD, em 1999, a capa seria reproduzida em preto e branco, como originalmente planejado.terça-feira, 4 de agosto de 2026
LP Engenheiros Do Hawaii Ouça O Que Eu Digo Não Ouça Ninguém
CLIQUE AQUI PARA O PRODUTO
Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém é o terceiro álbum de estúdio da banda Engenheiros do Hawaii. O disco foi gravado em julho e agosto de 1988, nos estúdios RCA, em São Paulo, e lançado em dezembro do mesmo ano pela gravadora BMG através do selo Plug, um selo que havia sido criado no ano anterior para lançamentos de bandas nacionais de rock dentro da gravadora RCA. Após a compra desta pela BMG, o selo teria vida curta já que poucas bandas lançariam sucessos e o selo era, assim, deficitário. O álbum apresenta características de continuidade em relação ao seu antecessor, trazendo a banda com uma sonoridade diversificada e, ao mesmo tempo, representa uma guinada na direção de um som mais próximo ao de power trios clássicos, com mais peso e distorção na guitarra e com arranjos mais simples e coesos. Durante a turnê do disco anterior, a Infinita Tour, a banda foi ganhando muito mais coesão, com Humberto acostumando-se ao seu novo instrumento e Augusto acostumando-se a tocar em uma formação de power trio. Também, foi nesta turnê que Augusto desenvolveu sua persona de palco, passando a utilizar camisas abotoadas até o pescoço, gel nos cabelos penteados para trás e óculos de armação grossa - em um estilo que ele mesmo compara a Clark Kent, o alterego do personagem dos quadrinhos da DC Comics, o superman. O grande momento de virada para a banda foi o show na terceira edição do festival Alternativa Nativa. Ele aconteceu no dia 16 de julho - durante as gravações do disco - e os Engenheiros abririam para o Capital Inicial. Entretanto, o que aconteceu foi que a apresentação deles foi muito boa e energética e, no dia seguinte, toda a imprensa publicou que eles haviam engolido a atração principal. Muito significativa foi uma reportagem do Jornal do Brasil, chamada "Vitória dos Dândis". Enquanto a banda ainda fazia shows da última turnê e, também, para a gravação deste disco, Augusto desfez-se do seu amplificador Fender Twin Reverb e adquiriu um modelo da Mesa Boogie, que era considerado mais versátil e capaz de produzir tanto sons limpos quanto distorções pesadas. Assim, Licks poderia utilizar-se de pedais para alternar entre os sons, o que facilitava na hora de tocar ao vivo. Também, este é o primeiro disco em que Humberto traz as ideias de arranjo - inclusive de bateria - praticamente prontas, gravadas em uma fita. Ao final, apenas duas músicas entre as ensaiadas ficaram de fora do disco: "Palitos de Fósforo" chegou a ser gravada, mas teve problemas com Carlos e Humberto acelerando o andamento, o que impossibilitou que o vocal fosse gravado e levou a banda a desistir da canção; "Visão", música e letra de Augusto, só chegou a ser ensaiada, não tendo havido tentativa de gravá-la. As gravações se deram nos meses de julho e agosto. Após, o produtor propôs que o álbum fosse mixado em Los Angeles, mas o grupo escolheu mixá-lo nos estúdios da Som Livre, no Rio de Janeiro. O projeto gráfico da capa ficou a cargo do baterista, Carlos Maltz. A ideia era utilizar fontes góticas em um fundo vermelho com símbolos pretos e dourados para remeter a uma estética do Terceiro Reich, mas substituindo uma eventual suástica pelo símbolo hippie da paz. Assim, sugeria-se que até mesmo uma cultura que pregava "paz e amor", com um conceito bem-intencionado e libertário, poderia ser reapropriada para fins totalitários. Neste sentido, a capa era inspirada pelo conceito do filme Pink Floyd – The Wall: um artista pop que vai se afastando cada vez mais da realidade e que leva uma multidão de fãs a segui-lo em uma aventura totalitária. Entretanto, poucas pessoas perceberam as intenções do grupo. A contracapa acabou chamando mais a atenção por ser uma autorreferência à contracapa do álbum anterior, cuja imagem fazia parte também daquela, o que mostrava que esta era uma intenção do grupo: chamar a atenção para a característica de produto que o disco tinha, isto é, para a sua produção em série. Assim, também, o duplo sentido das engrenagens: remetiam ao nome da banda, mas, ao mesmo tempo, faziam referência a linhas de montagem. Tudo isso corroborava a postura da banda de tentar não se levar muito a sério e de se assumir como um produto. Por último, foi notado pelos biógrafos como é neste disco que um mapa do Brasil substituiu o cenário bucólico do Pampa no fundo das fotos do álbum - como se deu nos dois primeiros discos - antecipando a mudança do grupo para o Rio e a nacionalização da banda. A faixa-título inicia com diálogos inaudíveis que são interrompidos pela risada de Gessinger. Trata-se da gravação de uma conversa entre Humberto e Maluly com este último dizendo ofensas e palavrões a um funcionário da gravadora - o que fez com que Gessinger risse. "Sob o Tapete" é a primeira parceria entre Humberto e Augusto. Em um ensaio em Porto Alegre, Gessinger entregou uma folha datilografada com uma letra para Licks. No ensaio seguinte, o guitarrista trouxe a folha musicada, inclusive com uma linha de baixo. Lado A 1. "Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém" 3:04 2. "Cidade em Chamas" 3:13 3. "Somos Quem Podemos Ser" 2:38 4. "Sob o Tapete" Humberto Gessinger / Augusto Licks 3:20 5. "Desde Quando?" 2:28 6. "Nunca se Sabe" 3:11 Lado B 1. "A Verdade a Ver Navios" 2:59 2. "Tribos e Tribunais" Humberto Gessinger / Augusto Licks 3:41 3. "Pra Entender" 2:49 4. "Quem Diria?" 3:07 5. "Variações sobre um Mesmo Tema" Humberto Gessinger / Augusto Licks 5:18 Duração total: 35:54sexta-feira, 17 de outubro de 2025
1° Edição CD Engenheiros Do Hawaii Simples De Coração 1995
CLIQUE AQUI PARA O PRODUTO
1° EDIÇÃO ORIGINAL DE 1995, CAPA ADESIVADA COM O NOME DA BANDA
Simples De Coração é o sétimo álbum de estúdio do Engenheiros Do Hawaii.
Após a gravação do último álbum ao vivo, Filmes De Guerra, Canções De Amor, o clima na banda que já estava pesado, foi piorando de vez com a nova turnê. Assim, alguns dias após o último show no final de novembro de 1993, Augusto Licks foi informado em uma reunião com a empresária do grupo e o baterista Carlos Maltz que a banda havia acabado. Entretanto, nos dias seguintes, Augusto foi percebendo pelas notícias que saíam nos jornais que aquilo não era verdade: era apenas um subterfúgio para excluí-lo do grupo e colocar um novo guitarrista para que a banda continuasse. Assim, Licks entra em contato com uma advogada que traça uma estratégia: registrar o nome da banda - o que não havia sido feito ainda pelo grupo - para poder processar os ex-companheiros de banda e exigir reparação pela dissolução da sociedade de fato. O processo se arrastaria pelos anos seguintes e o guitarrista ganharia a ação, assim como uma indenização pelas ofensas proferidas via imprensa pelos seus ex-companheiros de banda.
Enquanto a ação judicial rolava, Humberto Gessinger e Carlos recrutam, ainda em dezembro de 1993, Ricardo Horn, guitarrista de blues e antigo membro do grupo de choro que o cantor e compositor participava quando frequentava o segundo grau no Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Com esta formação em trio, o grupo sai em turnê e passa o ano seguinte inteiro fazendo shows. Entretanto, com a pausa de fim de ano, os empresários da banda passam a pressionar Humberto e Carlos para colocarem mais um guitarrista na banda, porque Horn não estava dando conta e o som da banda não estava adequado àquilo que os fãs esperavam. Assim, em abril de 1995, Fernando Deluqui - ex-membro da RPM - entra na banda e o grupo se torna um quarteto, fazendo alguns shows com essa formação. No mês seguinte, mais uma adição: Paulo Casarin, tecladista com longa carreira acompanhando grupos desde os anos 1970. Com esta formação em quinteto, o grupo faz um único show no início de julho antes de entrar em estúdio para gravar um novo disco.
As gravações iniciaram em meados de julho de 1995, no estúdio Rock House, no Rio de Janeiro. Inicialmente, a banda gravou as bases das canções que serviriam de guia para a gravação do álbum que aconteceria no resto desse mês e no seguinte no O'Henry's Studios, em Los Angeles. O álbum seria produzido por Greg Ladanyi, que já havia trabalhado com Madonna, The Jacksons, Toto, Jeff Healey, Fleetwood Mac e Dolly Parton. Com isto, diversas participações especiais aconteceram, como o percussionista cubano Luis Conte (que já trabalhou com Roger Waters e Phil Collins) que toca diversos instrumentos por todo o disco. Também, Ladanyi incentivaria o grupo a gravar uma versão em inglês do disco que nunca foi lançada, mas que acabaria tendo uma cópia em baixa qualidade vazada anos depois na internet. Ainda, as gravações marcaram uma nova postura da parte de Maltz que não mais queria apenas tocar as ideias de Humberto, mas também contribuir com composições suas. Este fato provocaria um racha entre os dois membros fundadores, já que Gessinger acreditava que as composições do colega "contaminavam" o grupo com canções que não pareciam com as outras composições da banda - as do próprio vocalista. A insatisfação do cantor e compositor rendeu o apelido de "cavalo" para ele pelo modo rude com que tratava os outros. E, enquanto a banda gravava o disco, Humberto já estava compondo as canções que fariam parte do primeiro disco de sua carreira solo.
O projeto gráfico do disco conta com as influências que Carlos Maltz trouxe para o grupo com as suas leituras esotéricas, como da psicologia junguiana e a astrologia. Assim, a fotografia do disco, bem como as roupas dos membros fazem referência a um estilo barroco com diversas simbologias como o Sagrado Coração de Jesus em espinhos e em chamas, imagens de Nossa Senhora, os jogos de claro e escuro e a profusão de corações no encarte.
O disco abre com "Hora do Mergulho" que contém um coro infantil e lembra Milton Nascimento. Na sequência, "À Perigo" é uma mistura de regionalismo gaúcho com tons de surf music. "Simples De Coração" mistura novamente regionalismo só que, desta vez, com guitarras pesadas. Em seguida, "Lance De Dados" é uma música delicada e que lembra outros momentos de folk rock na carreira do grupo. "A Promessa" é o grande sucesso do disco e tem música de Casarin. "Por Acaso" é uma balada que cita Porto Alegre e traz, novamente, um clima bem regionalista. "Ilex Paraguariensis" é mais uma com um clima regionalista cujo título faz referência ao nome científico da erva-mate e a letra da música ao consumo de chimarrão, um modo de tomar infusões da erva. Na sequência, "O Castelo Dos Destinos Cruzados" é a primeira e única música da banda a não contar com Gessinger como compositor, vocalista ou músico, tendo sido escrita por Carlos, Horn e Kléber Lúcio; cantada por Maltz e Casarin; e com o baixo executado pelo mesmo Casarin. Esta canção tem influência das leituras de Maltz de Carl Gustav Jung e astrologia - fazendo eco com o projeto gráfico, com o título fazendo referência a um romance de Italo Calvino. "Vícios De Linguagem" é uma balada com piano e órgão que tem trechos em inglês que, inicialmente, eram em português, mas que, devido à participação do grupo vocal The Waters Sisters, tiveram que ser gravados em inglês, haja vista que o sotaque do grupo era muito forte quando tentavam cantar em português. "Algo Por Você" tem música composta por Fernando Deluqui. Finalmente, a canção "Lado A Lado" foi escrita em homenagem a Francisco, sobrinho de Humberto com Síndrome de Down, e alguns dizem lembrar Roupa Nova e outros Geraldo Vandré.
O álbum foi lançado em outubro de 1995 - em CD e K7 - pela gravadora BMG através do selo RCA-Victor. Para promover o disco, foram lançados 2 videoclipes: um da canção "À Perigo" e outro de "A Promessa", grande sucesso do trabalho. Com esta promoção e uma competente divulgação e distribuição por parte da gravadora, o álbum rendeu ao grupo mais um disco de ouro, pelas vendagens superiores a 100 mil cópias no período de um ano a partir de seu lançamento.
Raro CD Duplo Engenheiros Do Hawaii 10.001 Destinos Ao Vivo Edição Limitada
CLIQUE AQUI PARA O PRODUTO
PARA COLECIONADORES
10.001 Destinos: Ao Vivo é uma coletânea do Engenheiros do Hawaii, lançado em 2001. Consiste numa reedição em formato duplo do álbum ao vivo 10.000 Destinos, lançado no ano anterior, acrescido de sete faixas adicionais, gravadas em estúdio pela nova formação dos Engenheiros. 10.001 Destinos: Ao Vivo é, até agora, o único lançamento oficial da banda no formato duplo cujo sucesso na época foi a faixa Novos Horizontes.
O disco 1 conta com as faixas ao vivo gravadas na antiga casa de shows paulistana Palace (atual Citibank Hall de São Paulo) nos dias 24 e 25 de Março de 2000, trazendo desde antigos sucessos, como Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, Infinita Highway e Terra de Gigantes até canções recentes como A Montanha e A Promessa.
O disco 2, além das faixas de estúdio de 10.000 Destinos, traz sete regravações de estúdio, com a nova formação da banda, que trazia o guitarrista Paulinho Galvão, o baixista Bernardo Fonseca e o baterista Gláucio Ayala, além de marcar a volta de Gessinger à guitarra, após 14 anos como baixista. As canções regravadas fazem parte dos discos Tchau Radar!, Simples De Coração e Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém e até do próprio álbum anterior, 10.000 Destinos, além da regravação de duas músicas do repertório do álbum Humberto Gessinger Trio.
Existem alguns CDs de bandas brasileiras bastante raros, e 10.0001 Destinos é um deles. O álbum duplo alcança valores bastante expressivos em sites de vendas. Mas por que esse CD é tão raro?
Essa nova edição veio com uma nova capa na cor roxa, e o que faz de 10.001 Destinos um disco tão raro e disputado é que ele teve apenas uma tiragem limitada e nunca mais foi relançado pela banda. Quem tem não se desfaz e quem não tem corre atrás.
Além da capa e das faixas extras, também o encarte foi reformulado com uma nova arte.
Assinar:
Postagens (Atom)















