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sexta-feira, 25 de julho de 2025

LP Paulo Ricardo & RPM 1993 Philips Disco Vinil Com Encarte

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Paulo Ricardo & RPM é o terceiro álbum de estúdio da banda RPM.
Foi lançado em 1993, produzido por Mayrton Bahia e co-produzido por Guilherme Canaes. O álbum também foi gravado espanhol, com lançamento simultâneo em toda América Latina.
O disco seria lançado com o nome do RPM, porém, um dos membros originais, o tecladista e compositor Luiz Schiavon entrou na Justiça contra o uso do nome RPM e então o álbum foi lançado como "Paulo Ricardo & RPM". Ele não conta com a presença do próprio Luiz Schiavon e também do baterista Paulo P.A. Pagni, ambos da formação original da banda e por isso muitos não consideram o álbum como parte da discografia oficial do RPM, tanto que esse álbum não fez parte do Box 'Revolução! RPM 25 anos', uma coletânea dos álbuns e vídeos do RPM lançado em 2008 em comemoração aos 25 anos de fundação da banda.
Com a formação original do RPM, nenhuma música do álbum "Paulo Ricardo & RPM" foi executada ao vivo, exceto a canção "Ninfa", pois esta foi relançada no álbum Elektra com outro ritmo.
O álbum foi disponível também em uma versão com as músicas cantadas em espanhol, lançado na Argentina e na Venezuela. As letras de todas as músicas (exceto "Ninfa", que foi mantida em sua versão original em português) foram adaptadas ao espanhol por Freddy Santos.

"Pérola" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Gênese" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Veneno" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Surfista Prateado" (Paulo Ricardo)
"O Fim" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Outro Lado" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Hora do Brasil" (Fernando Deluqui; Franco Jr.; Paulo Ricardo)
"Eclipse" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Ninfa" (Paulo P.A. Pagni; Paulo Ricardo)
"Trem" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)
"Vírus" (Fernando Deluqui; Paulo Ricardo)

terça-feira, 4 de março de 2025

Compacto Vinil RPM Louras Geladas / Revolução Por Minuto 1984

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Em 1976, Paulo Ricardo e Luiz Schiavon se conheceram, dando início a uma amizade. Paulo era estudante de jornalismo e Luís Schiavon músico profissional. Ambos convidaram um baterista e formaram uma banda chamada Aura.
Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa - primeiramente na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com frequência com Schiavon. Este choque de personalidades impulsionou a criação do RPM, em 1984, depois que o trabalho da dupla foi retomado em fins de 1983, já em São Paulo.
Juntos, criaram as primeiras canções. As primeiras foram "Olhar 43", "A Cruz e a Espada" e a música que batizaria a banda que ali nascia: "Revoluções por Minuto". Gravaram uma fita demo destas canções com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS, que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios.
O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o "Rotações" por "Revoluções". Convidaram o guitarrista Fernando Deluqui (ex-guitarrista da cantora May East, ex-integrante da Gang 90 e as Absurdettes) e o baterista Júnior Moreno, na época com apenas 15 anos. Logo a banda começou a se apresentar em casas noturnas e então Júnior teve de sair, por ainda ser menor de idade. Charles Gavin, que havia deixado o Ira!, se juntou ao grupo como novo baterista. Já batizados de RPM, conseguiram um contrato com a gravadora Sony Music, com o compacto de 1984, que viria com as faixas "Louras Geladas" (a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios) e "Revoluções por Minuto" (censurada na época). "Louras Geladas" caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu primeiro álbum, porém com uma mudança na sua formação. Charles Gavin havia saído do grupo, para se juntar aos Titãs. Assim, o baterista Paulo Pagni "PA" (ex-Patife Band) entrou para o RPM como convidado, em 1985, no meio da gravação do álbum, o que explica a sua ausência na capa do disco Revoluções por Minuto. Logo após o término das gravações, PA foi efetivado como membro fixo, definindo assim a formação clássica do grupo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Coleção 4 Discos Vinil RPM Revoluções Por Minuto - Rádio Pirata Ao Vivo - Homo Sapiens / Feito Nós - Quatro Coiotes

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COM ENCARTES

Gravadora: Epic Records



Revoluções Por Minuto é o álbum de estreia do RPM, lançado em Maio de 1985. Foi considerado pela revista lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil como o 99º melhor.
As faixas "Louras Geladas" e "Revoluções por Minuto" já haviam sido lançadas em um EP em 1984. As duas faixas foram gravadas com o auxilio de uma caixa de ritmos, já que Charles Gavin (na época, baterista da banda), abandonou o RPM para substituir André Jung nos Titãs, onde tocou por 25 anos. Isso explica também a ausência de P.A. na capa do álbum, já que o baterista entrou durante as gravações do disco. O álbum foi o responsável pelo enorme prestígio do grupo em todo país, pelos sucessos das canções "Olhar 43", "Louras Geladas" , "Rádio Pirata" e "A Cruz e a Espada".
O empresário Manoel Poladian (o mesmo de Roberto Carlos e Simone, dois dos maiores vendedores de disco do Brasil) foi contratado pela banda, e Ney Matogrosso foi chamado para dirigir o show de divulgação do álbum 'Revoluções Por Minuto'. A turnê estreou no dia 19 de setembro de 1985, no Teatro Bandeirantes, em São Paulo. Muito rapidamente, percebeu-se que os pouco mais de mil lugares do teatro eram pouco, mas muito pouco, para o RPM.
Desde a estreia, o RPM mostrou que aquele era um show diferente. Se, musicalmente, ele pouco fugia do que era apresentado no disco, cenicamente, era algo impressionante, cheio de raio laser, gelo seco, cenários imensos e iluminação estonteante. Tudo isso, misturado às músicas que o público sabia de cor e salteado, fez com que a banda começasse a se apresentar em lugares maiores, como o Palácio de Convenções do Anhembi ou o Canecão no Rio, que presenciou semanas e mais semanas seguidas de show do RPM, que ainda chegou a lotar, por dois finais de semana seguidos, o ginásio do Maracanãzinho, também no Rio de Janeiro.
Assim, a banda não perdeu tempo e convocou o produtor Marco Mazzola para gravar o show nos dias 26 e 27 de maio de 1986, no Palácio de Convenções do Anhembi. Com uma produção de luxo (a começar pelo renomado produtor e terminando com uma mixagem em Los Angeles), 'Rádio Pirata Ao Vivo' vendeu 2,5 milhões de cópias e, até hoje, é um dos discos mais vendidos no Brasil. No total, foram mais de 200 apresentações em um ano e quatro meses de turnê pelo Brasil. 
Mixado no Estúdio 55 pelo Sistema Digital Mitsubishi, de acordo com informações da época, com os preços congelados do Plano Cruzado, 500 mil cópias foram vendidas antecipadamente.
Uma curiosidade sobre este disco, é que a capa vinha com uma tarja, e nela continha a seguinte frase: "É proibido a execução radiofônica da faixa Revoluções por Minuto". Infelizmente, uma herança da "Ditadura militar" no Brasil.
O fracasso do projeto RPM Discos, um selo próprio do grupo, acabou causando conflitos entre seus integrantes. Em 1987, Paulo Ricardo, Fernando, Schiavon e P.A. anunciaram a separação oficial do grupo.
Houve o lançamento oficial de um disco mix, intitulado RPM & Milton Homo Sapiens / Feito Nós, com a participação do cantor Milton Nascimento. 
O grupo retomou as atividades em 1988, com o álbum RPM (mais conhecido como Quatro Coiotes), com uma tiragem inicial de 250 mil cópias. Na gravadora, o RPM ainda tinha destaque, pois chegaram a empatar com Roberto Carlos em termos de vendagem, ainda a maior fonte de receita da empresa.
Separados há mais de seis meses, a banda ressurgia aparentemente mais amadurecida, com um disco basicamente com base na percussão (do brasileiro Paulinho da Costa, radicado nos EUA). O som é estritamente alto, com o instrumental sobrepondo-se às letras (todas, exceto "Ponto de Fuga", de Paulo Ricardo). Destacam-se também o erotismo de A Dália Negra e também a critica social de O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza, com participação de Bezerra da Silva. O disco contou com tiragem inicial de 250 mil cópias (na época, disco de platina), que foram bem vendidas. Apesar disso, o número era um fracasso para os padrões do RPM, que se separou novamente.
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