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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

LP Ao Vivo Engenheiros Do Hawaii Alívio Imediato Vinil 1989

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Alívio Imediato é o primeiro álbum ao vivo do Engenheiros do Hawaii. O disco foi gravado ao vivo nos dias 7, 8 e 9 de julho, no Canecão, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês nos estúdios BMG, localizados na mesma cidade. O álbum seria lançado em outubro de 1989, pela gravadora BMG, através do selo RCA-Victor. Com boa distribuição e divulgação pela gravadora, além da turnê nacional e internacional da banda - a Alívio & Mídia Tour, o disco venderia muito bem, atingindo mais de 150 mil cópias no ano de seu lançamento e rendendo mais um disco de ouro para o grupo gaúcho. O álbum é o primeiro disco ao vivo da banda, tendo ficado marcado por mostrar uma grande afinidade entre o grupo e o seu público, o que aparece bastante graças às técnicas de captação utilizadas na produção. Também, o disco marca nas canções gravadas em estúdio a continuidade da evolução da sonoridade da banda em direção a um maior uso de instrumentos eletrônicos, como teclados e sintetizadores, o que atingiria patamares inéditos em sua discografia nos álbuns de estúdio seguintes. Após o lançamento de seu último disco, Gessinger e Licks compram instrumentos Steinberger - marca americana famosa por construir instrumentos sem cabeça ou mão e com microafinação - e o baixista compra, também, um amplificador da marca Mesa Boogie, que o guitarrista já utilizava, emparelhando a aparência do grupo no palco. Além disso, o grupo muda de empresário, passando a ser representados pela Showbrás, o que profissionaliza as apresentações da banda. A turnê que se segue no primeiro semestre de 1989 - Variações Sobre A Mesma Tour - é um sucesso de público e crítica, lotando ginásios por onde passa. Com isto, a banda decide gravar um disco ao vivo para tentar registrar a energia do grupo no palco, inspirando-se na banda canadense Rush que gravava um álbum ao vivo a cada três de estúdio. Após decidirem lançar um disco ao vivo, ficou decidido pela banda em conjunto com a gravadora que ele seria produzido por Marcelo Sussekind, ex-guitarrista da banda Herva Doce, com alguma experiência em situações como aquela. Marcelo passou a acompanhar a banda em alguns shows da turnê do disco anterior para poder planejar melhor a produção. Com isto, chegou à conclusão de que o ponto forte das apresentações da banda era a sua interação com o público e a participação deste nas músicas. Assim, decidiu montar uma grande estrutura no Canecão - palco escolhido para a gravação - com um complexo e caro sistema quadrifônico para captar as manifestações do público. Ainda, havia ficado decidido que, apesar de ser um álbum ao vivo, a banda registraria duas canções em estúdio para que o disco contasse com material novo. Assim, entram no mesmo mês de julho nos estúdios da BMG no Rio para gravar as duas canções que a banda escolheu (ficando "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir" e "Anoiteceu Em Porto Alegre" para o disco seguinte), ficando a mixagem para o mês seguinte a cargo do produtor. O álbum abre com "Nau à Deriva", a primeira das canções de estúdio gravadas para o álbum. Ela inicia com uma sequência de notas feitas em um teclado, mas que são tocadas através de uma programação realizada em um sequenciador. Também, há teclados com sons de órgão e metais. Em seguida, vem a segunda música de estúdio, "Alívio Imediato". Após a introdução, esta canção conta com um arranjo de cordas feito em um teclado e que é mais perceptível no refrão. Augusto gravou duas guitarras nas partes cantadas: uma fazendo base normalmente e outra utilizando-se da técnica de slide. No final, Augusto aciona um pedal de wah-wah Dunlop Cry Baby enquanto o produtor Marcelo Sussekind faz um solo com a sua guitarra Gibson Les Paul. Ao final, Augusto sola utilizando-se de um pedal pitch shifter da Digitech para soar semelhante ao guitarrista da banda inglesa Queen, Brian May. Estas canções mostram a direção em que a sonoridade da banda caminhava: para a utilização de mais instrumentos eletrônicos. Então, a terceira faixa abre o show com "A Revolta dos Dândis I", que traz Augusto tocando o seu violão Guild Songbird. No meio da música, ele troca para o teclado Yamaha DX11, trazendo um clima de blues para a canção. Na sequência, a segunda parte desta canção também traz um teclado com um patch que simula o som de um sintetizador minimoog. O primeiro lado fecha com "Infinita Highway", em uma versão mais rápida e rock - com distorção - e considerada definitiva por muitos fãs da banda. Abrindo o lado B, vêm um pequeno trecho de "A Verdade A Ver Navios" - com Augusto no teclado - que apenas serve como uma espécie de introdução para "Toda Forma De Poder", em uma versão mais rápida e rock também. Em seguida, vem a parte mais intimista do show com Humberto e Augusto executando "Terra De Gigantes" e "Somos Quem Podemos Ser", nas quais ambos tocam guitarra, com Augusto utilizando o efeito Roland GR-300, que sintetiza o som da guitarra para torná-lo próximo ao de um teclado. Na sequência, "Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém", em arranjo muito próximo ao do disco, mas com uma boa participação da plateia. Fechando o disco, "Longe Demais Das Capitais" traz Licks fazendo backing e solando em uma parte blues inserida no final da música, quando termina com um solo executado apenas com a mão esquerda. Nas versões em K7 - e nos relançamentos, seguia-se "Tribos E Tribunais" com a edição alterando a manifestação da plateia para fazer parecer se tratar de um bis, em um arranjo bem rock e com Humberto modificando a letra no terceiro verso.

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