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RARIDADE PARA COLECIONADORES - EDIÇÃO ORIGINAL
Gravado no Estúdio Midia em São Paulo - Dezembro de 1975
Persona “O Jogo Das Mutações” foi criado pelo artista plástico Roberto Campadello no inicio da década de 70. O jogo consiste em um espelho semi reflexivo, duas velas e um disco de 10 Polegadas. Esse jogo de luz, sombra, reflexo e transparência, aliado à trilha sonora imersiva, faz com que os rostos dos jogadores se fundam criando uma nova criatura a cada movimento, onde não existe mais você ou eu. Para compor a trilha sonora Roberto convidou Luiz Carlini que chamou seus parceiros de Tutti-Frutti, Lee Marccuci e Franklyn Paolillo, e juntos ao Roberto, sua esposa Carmen Flores e uma trupe de intronautas, gravaram esse que é um dos momentos mais experimentais da música brasileira até hoje.
“Você pode me alimentar?” Foi com essa pergunta que o músico Luis Sérgio Carlini, então guitarrista da banda Tutti Frutti, de Rita Lee, foi recebido em 1975 pelo artista plástico italiano Roberto Campadello na instalação Casa Dourada no Sesc Pompeia. O espaço era constituído por um corredor de grandes espelhos. Entre eles, no chão, estavam cubos com desenhos que remetiam ao I Ching - O livro das mutações (uma espécie de oráculo chinês traduzido no Brasil pelo próprio Campadello). Em resposta à pergunta inusitada do artista que acabava de conhecer, o guitarrista convidou-o para almoçar na sua casa, dando início a uma amizade e ao gérmen do que se tornaria uma avis rara da música brasileira: Persona, um híbrido de álbum musical e jogo de velas e espelhos, no qual a metade do rosto de uma pessoa se soma ao reflexo da metade do rosto da outro —uma ilusão de ótica de fusão de faces.
Experimentações psicodélicas em riffs de guitarra mescladas com sussurros, cânticos e batidas em oito faixas, totalizando meia hora de duração, compõem o disco em 10 polegadas, uma raridade que custa até 2.500 reais no mercado de colecionadores.
O Persona sempre chamou a atenção dos colecionadores graças a sua capa, antes mesmo que a agulha fosse colocada no vinil: a imagem que funde as caras de uma mulher e de um gato é o convite para a experiência de um “multimídia desplugado”, como define a artista Carmen Flores, viúva de Campadello, que canta duas faixas no disco.
Campadello passou para Carlini as diretrizes e o guitarrista compôs as músicas em duas semanas. A primeira versão foi gravada em cassete, num estúdio improvisado na casa do próprio músico. Mesmo com o enorme sucesso comercial da Tutti Frutti na época, Carlini quis experimentar o outro lado da moeda, fora do eixo mainstream da indústria. “Eu topei participar disso porque era uma chance de aprender, caminhar por outro lado, e achava genial a ideia do jogo, fui seduzido por ele. Era uma honra participar disso”, diz ele, que garante que o álbum, sozinho, não tem efeito sem o jogo de reflexos e vice-versa. O guitarrista também reconhece que a efervescência cultural dos anos setenta, “quando o mundo passou de preto e branco para colorido”, foi responsável por essa experimentação. “Eu , pessoalmente, vivia um momento muito enérgico de criatividade, usava LSD e outros alucinógenos”, lembra.
Gravada por Carlini com Roberto, pelos seus colegas do Tutti Frutti Lee Marcucci (violão) e Franklin Paolillo (percussão), mais Carmen Campadello, a trilha teve duas versões, de acordo com a edição de “Persona”, jogo que foi vendido basicamente em livrarias, galerias de arte e exposições (problemas na fabricação dos espelhos abreviaram a empreitada). A primeira versão, mais longa, vinha em fita cassete. A outra, reduzida, em disco de dez polegadas.
A1 Introdução
A2 Monte
A3 Céu
A4 Terra
A5 Fogo
B1 Água
B2 Vento
B3 Lago
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